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Mordedura de cobra

MORDEDURA DE VÍBORA
É uma situação comum em muitas regiões; no entanto, é muito rara em Portugal. Para prevenir a disseminação do veneno, mantenha o coração acima do nível da ferida.

SINAIS E SINTOMAS

  • Uma ou duas marcas punctiformes.
  • Dor, rubor e possivelmente inchaço.

Objetivo

  • Conter o veneno.

Necessitará:

  • Sabão e água.
  • Penso.
  • Ligadura.
  • Cobertor/toalha.

1.DEITE A VÍTIMA
Deite a vítima e tranquilize-a.

2.LAVE EM REDOR DA FERIDA
Se possível, lave a área afetada com água e sabão. Cubra a área com um penso e fixe-o com uma ligadura.

3.IMOBILIZE A ÁREA LESADA
Apoie e imobilize a área lesada. Faça rolos com um cobertor ou uma toalha e coloque-os em redor do membro afetado.

IMPORTANTE
Mantenha a vítima calma e não tente sugar o venoma.

CHAME UMA AMBULÂNCIA.

Crise Cardíaca

A crise cardíaca, também chamada enfarte do miocárdio, é uma lesão do coração de gravidade variável. Em qualquer dos casos, deve agir prontamente. Eis como proceder:

• Verifique se a pessoa não traz com ela nitroglicerina em comprimidos ou um vaporizador. Se trouxer, administre-lhe;

• Chame os socorros médicos ou transporte a pessoa ao hospital mais próximo;

• Instale a pessoa confortavelmente em posição semi-sentada e desaperte-lhe as roupas;

• Afaste as pessoas presentes e areje o local onde se encontra;

• Se a pessoa estiver consciente, procure tranquilizá-la;

• Se a pessoa perder os sentidos e deixar de respirar, faça-lhe imediatamente a respiração artificial. Se o pulso parar de bater, pratique a massagem cardíaca.

Avaliação da circulação

A falência circulatória pode dar-se por dois motivos: o coração pode parar (paragem cardíaca) ou o volume de sangue circulante pode ser drasticamente reduzido (hemorragia).

Use os segundo e terceiro dedos para verificar o pulso carotídeo no pescoço; sinta-o durante pelo menos dez segundos. Se não houver pulso, o coração pode ter parado e é necessário executar imediatamente a RCP.

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RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO-PULMUNAR (RCP)

RCP é a designação que se dá ao conjunto das manobras de ventilação artificial e de compressão cardíaca externa (CCE). Nunca execute a RCP numa pessoa a quem o coração ainda bate.

1.POSICIONE OS DEDOS NO TÓRAX

Ajoelhe-se ao pé da vítima, à direita ou à esquerda. Coloque o terceiro dedo no ponto onde as costelas se encontram e o segundo dedo acima do anterior.

2. COLOQUE UMA MÃO NO ESTERNO

Coloque a base da sua outra mão sobre o esterno, junto aos dois dedos. Este é o ponto do tórax onde irá aplicar pressão.

3. POSICIONE AS MÃOS

Sem mover a mão que está sobre o esterno coloque a outra por cima e entrelace os dedos, estabilizando as mãos em bloco.

4. BRAÇOS ESTICADOS NA VERTICAL

Estique os braços e coloque os ombros na vertical acima do esterno da vítima. Inicie as compressões; pressione para baixo cerca de 4 a 5 cm. Liberte a pressão à mesma velocidade da compressão, mas não retire as mãos do esterno.

5. ALTERNA AS COMPRESSÕES COM AS INSUFLAÇÕES

Faça 15 compressões; incline a cabeça para trás, levante o queixo e faça duas insuflações de ventilação artificial. Continue este ciclo de compressões e insuflações até à chegada de ajuda.
Se existirem sinais de recuperação, verifique novamente as vias aéreas, a ventilação e a circulação.

Aparelho respiratório

Este é constituído por nariz, boca, traqueia, pulmões e vasos sanguíneos que os ligam ao coração. As suas funções principais são a ventilação e a troca de gases, oxigénio e dióxido de carbono, nos pulmões. O oxigénio é inspirado e usado pelas células do corpo para gerar energia. O dióxido de carbono é um produto final do metabolismo e é expirado para ser eliminado.

COMO VENTILAMOS

Quando inspiramos, o diafragma e os músculos do tórax contraem-se, o tórax alarga e o ar contendo oxigénio penetra no organismo pela boca e pelo nariz. Depois é conduzido pela traqueia, a qual se subdivide no tórax, em dois canais denominados brônquios, um para cada pulmão. Os brônquios continuam a subdividir-se até terminarem em microscópicos sacos de ar, os alvéolos; estas estruturas constituem a maior parte dos pulmões e é nelas que se dão as trocas gasosas (ver acima). Para expirar, os músculos relaxam, o tórax diminui de volume e os pulmões são comprimidos expelindo o ar usado para o exterior do corpo.

Massagem cardíaca

Deve primeiro e antes de mais nada chamar os serviços médicos de urgência. Enquanto aguarda que eles cheguem, pode efetuar uma massagem cardíaca, também chamada “reanimação cardio-respiratória”. Eis como deve proceder:

• Comece por deitar a vítima de costas, sobre uma superfície dura;

• Liberte as vias respiratórias, deixando descair a cabeça ligeiramente para trás e levantando-lhe o queixo;

• Observe se há algum movimento da caixa torácica ou ruído de respiração, depois incline-se sobre a vítima, de maneira a sentir a sua respiração na cara;

• Se ela estiver a respirar, coloque-a na posição lateral de segurança;

• Se não respirar, aperte-lhe as narinas para evitar qualquer fuga de ar e sopre-lhe duas vezes na boca, com intervalos de dois segundos, para fazer dilatar os pulmões até o peito subir;

• Verifique depois a pulsação na carótida. Descubra a maçã-de-adão (mais difícil na mulher do que no homem, porque é menos proeminente) e coloque dois dedos sobre o sulco da artéria carótida durante cinco a dez segundos;

• Se a vítima não respirar mas estiver a sentir-lhe a pulsação, faça a respiração boca-a-boca, insuflando ar de cinco em cinco segundos;

• Se não sentir o pulso, passe às compressões torácicas. Para esse efeito, desembarace primeiro a roupa do peito da vítima, descubra a ponta do esterno e coloque aí dois dedos. Coloque a palma da outra mão sobre o esterno, depois ponha a primeira mão em cima da segunda. Com os seus ombros diretamente por cima das mãos, exerça uma pressão firme para baixo – o peito deveria baixar quatro a cinco centímetros – depois relaxe. Repita esta manipulação 15 vezes em 10 segundos, ou seja, a um ritmo variando entre 80 e 100 compressões por minuto;

• Sopre depois suavemente na boca da vítima duas vezes;

• Recomece a seguir o ciclo de 15 compressões, duas insuflações, quatro vezes, ou durante cerca de um minuto;

• Verifique então o pulso e a respiração da vítima. Se o coração continuar a não bater e a vítima não respirar, recomece novamente o ciclo de cinco compressões, duas insuflações, quatro vezes, ou durante cerca de um minuto.

Choque

Esta situação ocorre quando há falência circulatória e o coração não bombeia sangue suficiente, por exemplo, quando há redução do volume de sangue numa hemorragia, numa queimadura, nos vómitos e nas diarreias. Pode ocorrer também durante um choque anafilático. Esta redução dos fluidos circulantes limita o aporte de oxigénio ao cérebro.

SINAIS E SINTOMAS

  • Pele pálida, fria e húmida.
  • A vítima pode ter náuseas.
  • Pulso rápido e fraco.
  • Ventilação rápida e superficial.
  • A vítima boceja e está agitada.
  • A vítima tem sede.
  • Perda gradual de consciência; se o tratamento não for bem-sucedido, a vítima morrerá.

Objetivo

  • Tratar as causas óbvias de choque.
  • Melhorar a circulação.
  • Conduzir a vítima ao hospital.

Necessitará

  • Cobertor.

HEMORRAGIA INTERNA

Pode ocorrer como resultado da lesão de um órgão interno ou da fratura de um osso grande, como o fémur ou o ilíaco; ambas as condições podem causar hemorragia significativa para o interior das cavidades corporais. Deve suspeitar de uma hemorragia interna se a vítima evidencia sinais de choque, se notar um inchaço considerável no local da lesão ou se a vítima tiver sensibilidade acentuada no abdómen.

1.TRATAR QUAISQUER LESÕES
Trate as lesões óbvias, como as hemorragias, as queimaduras ou as fraturas.

2.ELEVE AS PERNAS DA VÍTIMA E TRANQUILIZE-A
Deite a vítima. Levante-lhe as pernas se não estiverem lesadas. Tranquilize a vítima.

3.CUBRA A VÍTIMA E MANTENHA-A QUENTE
Proteja a vítima dos extremos de temperatura e se necessário, coloque-lhe um cobertor ou um casaco por cima para a manter quente. CHAME UMA AMBULÂNCIA.

4.VIGIE O ESTADO DA VÍTIMA
Verifique regularmente a ventilação, o pulso e o nível das respostas.

NÃO permita que a vítima beba ou coma; se tiver sede, humedeça-lhe os lábios com água.

Sistema circulatório

O sistema circulatório é composto pelo coração e pelos vasos sanguíneos – artérias, veias e capilares – que continuamente conduzem o sangue a todo o corpo. Este fluxo contínuo de sangue permite o aporte de oxigénio e nutrientes aos tecidos, ao mesmo tempo que deles remove os produtos do metabolismo, como o dióxido de carbono, de modo a poderem ser eliminados pelos órgãos competentes.

COMO CIRCULA O SANGUE

O coração bombeia sangue para a maior artéria do corpo, a aorta. Esta divide-se em artérias cada vez menores, as quais se vão distribuindo por todo o corpo. Cada arteríola acaba por se subdividir cm pequeníssimos tubos, os capilares, que se juntam novamente para formar vénulas e depois veias, as quais acabam por trazer o sangue de volta ao coração. ~
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COMO CIRCULAM OS GASES

O sangue vermelho vivo que contém oxigénio e nutrientes é transportado pelas artérias. Os elementos transportados são depois absorvidos através das paredes dos capilares, para serem usados pelas células de todo o corpo. Em troca, o sangue fixa o dióxido de carbono e torna-se vermelho escuro. É então conduzido de volta ao coração que o bombeia para os pulmões, onde o dióxido de carbono é eliminado e o oxigénio é captado. Depois de reoxigenado, o sangue volta ao coração e o ciclo repete-se.

O PULSO

A cada batimento cardíaco gera-se uma onda de pressão que é transmitida ao longo das artérias. O pulso pode ser sentido em qualquer artéria que fique perto da superfície da pele, por exemplo, o pulso radial junto à mão. Numa emergência verifique o pulso carotídeo no pescoço.

COMO VERIFICAR O PULSO NO PESCOÇO

Pressione o espaço que fica entre músculo do pescoço e a maçã-de-adão com os segundo e terceiro dedos; conte o número de batimentos por minuto e note se o pulso é amplo e regular. Um adulto tem cerca de 60 a 80 batimentos por minuto; uma criança tem perto de 100 batimentos por minuto.
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Ressuscitação de um adulto

Siga a sequência abaixo para verificar se uma vítima em colapso está consciente, se ventila e se o coração bate.

1.VERIFIQUE AS RESPOSTAS DA VÍTIMA
Verifique a segurança à sua volta. Com cuidado abane a vítima pelos ombros, fale com ela e belisque-lhe a pele para verificar se responde ou se está inconsciente.

2.ABRA AS VIAS AÉREAS E VERIFIQUE A VENTILAÇÃO
Levante o queixo da vítima e incline-lhe a cabeça para trás, de modo a manter as vias aéreas abertas. Verifique a ventilação pelo menos durante 10 segundos.

3.SE NÃO VENTILA, EXECUTE A VENTILAÇÃO ARTIFICIAL
Remova cuidadosamente qualquer obstrução visível na boca da vítima, por exemplo, dentaduras partidas ou soltas, no entanto, não tente remover dentaduras bem ajustadas. Mantenha as vias aéreas abertas inclinando a cabeça da vítima para trás, depois aperte as narinas e faça duas insuflações.

4.VERIFIQUE A CIRCULAÇÃO
Tome o pulso pelo menos 10 segundos para verificar a circulação. Se o pulso estiver patente, continue a ventilação artificial. Se não há circulação execute o ponto 5.

5.EXECUTE A CPR
Combine as compressões cardíacas externas com a ventilação artificial até à chegada dos profissionais de saúde.

Feridas e Hemorragias

Uma ferida é uma lesão com interrupção da continuidade da pele, a qual permite a saída de sangue e a entrada de microrganismos. Uma hemorragia grande é uma situação grave e deve ser controlada imediatamente. Se a vítima perder uma grande quantidade de sangue, poderá entrar em choque e eventualmente morrer.

TIPOS DE HEMORRAGIAS
Uma hemorragia surge quando um vaso sanguíneo é danificado; pode ser externa, isto é, visível, ou interna. A hemorragia externa é classificada quanto ao tipo de vaso afetado.

Existem três tipos de hemorragia:

  • Hemorragia arterial

As artérias transportam sangue oxigenado do coração para todo o corpo. O sangue de uma artéria é vermelho vivo e sai em jato a cada batimento cardíaco.

  • Hemorragia venosa

As veias transportam sangue desoxigenado de todo o corpo para o coração. O sangue de uma veia é vermelho escuro e corre de forma contínua.

  • Hemorragia capilar

Os capilares são pequenos vasos que ligam as artérias às veias. Se os capilares forem lesados, o sangue correrá em toalha. Este é o tipo de hemorragia mais frequente.

ANTES DE TRATAR UMA HEMORRAGIA

  • Verifique a segurança em seu redor
  • Verifique se existem perigos. Se estiver em perigo, não se aproxime da vítima.
  • Siga O ABC da ressuscitação
  • Se a vítima parecer consciente, verifique as respostas; se estiver inconsciente, abra as vias aéreas e verifique a ventilação; se ventila, coloque-a em PLS. Verifique a circulação e mantenha as vias aéreas da vítima abertas. Se necessário, execute as manobras de ressuscitação.

COMO TRATAR UMA HEMORRAGIA
1.EXAMINE A FERIDA
Examine a ferida e verifique se existem corpos estranhos.

2.APLIQUE COMPRESSÃO MANUAL DIRETA SOBRE A FERIDA
Aplique pressão sobre a ferida, preferencialmente com uma compressa limpa, para ajudar o sangue a coagular. Se houver um corpo estranho, aplique pressão em cada um dos lados da ferida.

3.ELEVE E APOIE O MEMBRO
Se a vítima estiver a sangrar de um membro, eleve-o e apoie-o acima do nível do coração.

4.COLOQUE UM PENSO ESTERILIZADO SOBRE A FERIDA
Fixe um penso, ou outro material limpo e sem penugem, sobre a ferida. Se o sangue repassar o penso, coloque pensos suplementares sem retirar o primeiro.

5.VERIFIQUE SE EXISTEM SINAIS DE CHOQUE
Verifique se existem sinais de choque e, se necessário, trate-o adequadamente.
LEVE OU ENVIE A VÍTIMA AO HOSPITAL