Imediatamente após uma catástrofe sentir-se-á completamente atordoado e em pânico e provavelmente não vai saber o que deve fazer. Respire fundo, permaneça calmo, peça para as pessoas que estão consigo mantenham a calma e lembre-se das nossas recomendações.

Preveja as reações emocionais

Depois de uma crise grave, muitas pessoas sentem-se confusas. Pode acontecer que fiquem a tremer, que vomitem, percam os sentidos, ou se sintam letárgicas e desorientadas, ou simplesmente aliviadas por estarem vivas. Essas reações são perfeitamente normais. Eis algumas sugestões que o ajudarão a si, bem como à sua família, a retomar uma vida normal:

Exprima os seus sentimentos. Fale do que se passou. Encoraje as crianças a exprimir o que sentem. Talvez sejam levadas a exprimir-se através de desenhos ou jogos. Verifique se eles sentem realmente os sentimentos que exprimem;

É normal sentir-se consternado pela perda de objetos pessoais, ou de recordações, como fotografias de casamento, ou o anel preferido do seu avô. Os sentimentos de apatia ou de cólera, a insónia e a perda de apetite, são reações normais de luto. Autorize-se a viver os seus lutos e o tempo que precisar para se recompor.

Como ajudar os seus filhos

Depois de uma catástrofe, é possível que os seus filhos vivam emoções intensas, como angústia, medo, nervosismo, dores de estômago, perda de apetite, e muitas outras. Trata-se de reações normais e passageiras na sequência de um grande perigo. Os pais podem ajudar a aliviar tais reações, levando a sério os temores dos filhos, tranquilizando-os, dando-lhes mais atenção e acariciando-os.

– Aquilo que as crianças mais temem depois de uma crise, é que a situação se reproduza, que haja mais feridos, ficarem sós, separados da família;

– Deve então reconfortá-los e tranquilizá-los. Diga-lhes o que sabe da situação. Seja honesto, ao mesmo tempo que demonstra doçura;

– Encoraje-os a exprimirem os sentimentos em relação à catástrofe. Incite-os a fazerem perguntas. Confie-lhes também uma tarefa a cumprir, para que se sintam úteis e para que a vida familiar continue;

– Mantenha-os consigo, mesmo que pareça mais fácil deixá-los com outra pessoa, quando anda à procura de um alojamento, ou de socorro. Numa situação dessas, é importante que a família não esteja separada.

Socorra os feridos

Preste auxílio aos feridos. Leve o seu equipamento de sobrevivência (deveria incluir um kit de primeiros socorros).

Não utilize o telefone

Utilize o telefone apenas em caso de extrema necessidade. As equipas de urgência não poderão servir-se do telefone se as linhas estiverem congestionadas.

Verifique o estado da sua residência

• Verifique os estragos que a sua casa sofreu. Eis alguns conselhos a ter em mente:

• Utilize uma lanterna de bolso. Poderia ser perigoso riscar um fósforo ou acender as luzes se existirem determinados estragos ou cheiro a gás;

• Certifique-se de que não há risco de incêndio ou outro perigo;

• Certifique-se de que não há nenhuma fuga de gás. Inspecione primeiro o esquentador. Se notar um cheiro a gás, feche a torneira de alimentação do gás, abra as janelas e faça sair toda a gente o mais depressa possível;

• Em caso de dúvida, corte a água e a corrente;

• Limpe os medicamentos, a lixívia, o combustível e qualquer outra substância inflamável que se tenha derramado;

• Feche os animais domésticos, ou ponha-os em segurança;

• Veja se os seus vizinhos precisam de ajuda, especialmente se forem pessoas idosas ou deficientes.

Escute a rádio

Fique à escuta do seu posto de rádio local e siga as directivas dos responsáveis das operações de urgência.